Prazo de obra, comportamento sísmico, eficiência energética e as limitações reais do LSF — uma comparação honesta entre os dois métodos construtivos.
Quem está a decidir como construir a sua casa ouve opiniões fortes dos dois lados — quem jura pelo LSF e quem não abdica da alvenaria tradicional. A resposta honesta não é que um método seja sempre melhor: é que servem propósitos diferentes, e vale a pena perceber onde cada um ganha.
Prazo de obra
É a diferença mais visível. A construção tradicional depende de tempos de cura do betão, sucessão de fases muito dependentes do clima, e coordenação de várias equipas em momentos distintos. O LSF é construção em seco, com painéis pré-fabricados montados no local — a Ownest trabalha com reduções até 50% no tempo de obra face aos métodos tradicionais, com muito menos exposição às condições meteorológicas.
Comportamento sísmico
O aço é um material com boa capacidade de flexão sem perder resistência — absorve movimentos sísmicos de forma mais previsível do que a alvenaria rígida. É uma das razões pelas quais o LSF ganhou terreno em zonas sísmicas por todo o mundo.
Eficiência energética e conforto
Uma parede LSF bem executada é multicamada: estrutura de aço, isolamento térmico contínuo, barreiras de vapor e revestimentos interiores e exteriores. O resultado é uma casa com boa inércia térmica e acústica — sem as pontes térmicas que muitas vezes penalizam a construção tradicional mal executada.
Resíduos e impacto ambiental
Os perfis de aço são cortados à medida em fábrica, o que reduz drasticamente o desperdício em obra — a Ownest regista reduções até 60% nos resíduos gerados face à construção tradicional. O aço é também um material totalmente reciclável.
Onde a construção tradicional ainda leva vantagem
- Alterações em obra: mudar de ideias a meio de uma construção tradicional é mais simples do que alterar uma estrutura já cortada e pré-fabricada em LSF.
- Mão de obra disponível: há mais empreiteiros e trabalhadores especializados em alvenaria do que em LSF, o que pode facilitar encontrar quem execute pequenas alterações ou reparações pontuais mais tarde.
- Perceção de mercado: o LSF ainda é menos conhecido em Portugal do que noutros países — parte do trabalho da Ownest é precisamente mostrar o método em obra, sem filtros.
- Edifícios muito altos: o LSF é sobretudo usado em construções até 3 ou 4 pisos; para torres e grandes edifícios, a construção tradicional continua a ser a norma.
Então, qual escolher?
Para uma moradia unifamiliar em que o prazo, a eficiência energética e o comportamento sísmico pesam na decisão, o LSF costuma compensar. Para projetos de grande altura, ou para quem valoriza sobretudo a flexibilidade de alterar o projeto durante a obra, a construção tradicional pode fazer mais sentido.
Na Ownest escolhemos o LSF porque acreditamos que é o método certo para o que construímos: moradias novas, com prazos e qualidade previsíveis, do terreno à entrega da chave. Não construímos para terceiros — as moradias que desenvolvemos estão no portefólio, e mostramos a obra a quem tiver interesse em comprar.



